Reach out, I’ll be there
Desde há muitos anos atrás, esta canção, cujo disco foi lançado em 1964, começou a valer para mim, desde 1967 portanto, há cerca de 51 anos.
Tomei nota do «I’ll be there» (eu estarei lá) que passou a ser o meu lema. Quando eu digo que estarei lá é porque estarei mesmo. Há sempre uma maneira de estar presente. I’ll be there nem que seja em sonhos. Acho a letra desta canção uma bela poesia e acho que os Four Tops nos transmitem todo o seu significado. Para mim esta canção foi sempre uma canção de Top. E, ainda hoje, tantos anos depois, gosto de a ouvir.
Por isso, eu escolhi esta canção para deixar aqui, para os meus amigos, os verdadeiros amigos, aqueles para quem posso dizer «REACH OUT, I’LL BE THERE».
Eu estarei lá, convosco, onde quer que seja.
Estarei convosco pela Serra de Soajo, em quaisquer cantinhos, ... na Naia, no Muranho, na Derrilheira, na Corga da Vagem, na Pedrada, ... pisando moitas de carqueja, de tojo, de carrascas, agarrado às urzes, caminhando entre os fetos, espreitando os nossos cabeços, bebendo nas nossas fontes, olhando os nossos horizontes. Caminharei na ponte de Adrão, sentar-me-ei no Marco d’Além a observar as nossas casas sem fumos porque, de um modo geral, já não fazem sopas para ninguém. Sentar-me-ei no cruzeiro do Senhor da Paz a observar o meu mundo. Dali farei os meus olhos observar Bordença; fa-los-ei descer sobre o rio Adrão como planadores a rebuscar todos os cantinhos da Assureira. Treparão a encosta do Gondomil, o Alto do Lombo e tudo em volta de Adrão. Dali eu tenho a certeza que estarei bem no centro desse mundo fabuloso que foi o meu e que é também de alguns de vocês.
Tenho esperança de continuar a fazer por lá mais algumas das minhas caminhadas. Mas, se isso não voltar a acontecer, quero que saibam que, reach out, I’ll be there!
Quero que saibam muitos dos meus outros amigos que também tenho esperança de caminhar pelas lindas ruas de Lisboa, da Amadora, de Massamá e ... muitos outros locais. I’ll be there!
Todos os meus verdadeiros amigos que partilharam comigo o torrão africano, na bela terra de Moçambique e especialmente no Niassa que, tal como sempre, sonhando, I’ll be there!
Mas tenho por aqui, pelo Facebook e pelo Messenger, alguns dos meus amigos, que nunca vi pessoalmente, mas que já têm um grande quinhão no meu tabuleiro da amizade. Por onde quer que caminhem, onde quer que estejam, por esse mundo fora, reach out, i’ll be there ou, se preferirem, HERE!
A partir do dia 20 deste mês, eu não sei se voltarei a ser o mesmo. Há troços das nossas vidas que até podem ser simples de realizar mas, só se não houver complicações. E, muitas vezes, as complicações estão ao virar da esquina como numa operação militar ou na ponta do bisturi como muitas que se fazem por aí e, por vezes, teoricamente, bem fáceis.
Para já, continuarei por aqui a caminhar convosco.
Sem comentários:
Enviar um comentário