Com fotos da minha máquina velhinha.
Esta era a minha escola e nesta parede, em baixo, ainda se vê encravado na parede o local que serviu de porta por onde eu entrava na minha escola do Senhor da Paz, no Poulo de Eixão. Faltam lá os degraus por onde subíamos para este Templo da Sabedoria. Devem ser os mesmos que servem, actualmente, a porta do lado contrário.
A porta por onde nunca mais entrarei
Por aqui, as traseiras em relação ao Senhor da Paz, era a entrada e do lado contrário ficavam as duas janelas e a porta da corte das vacas do ti João Chica.
Há dias, estive frente a esta porta, só eu e ela, a matarmos saudades. Eu ouvia os meus companheiros de caminhada de então em correria escada acima e escada abaixo. Olhava as suas caras, os seus olhos os seus cabelos tal como se estivesse a viver 50 anos antes. As imagens, de grande maioria deles, estão comigo encostadas num pequeno local do meu universo. Ainda ouço as suas vozes, os seus gritos, os seus choros. A maioria nunca mais nos voltamos a ver!
Carvalho de Eixão
Das nossas janelas, espreitávamos o Carvalho de Eixão, que já na altura, há 45 anos, tinha o mesmo formato e robustez de hoje. Já se dizia então, quando alguém atingia uma proveta idade, que estava a ficar tão velho como o carvalho de Eixão.
A minha escola agora vista de frente para o Senhor da Paz
A porta de cima e as escadas não existiam então, deste lado, apenas existiam as janela por onde espreitávamos o carvalho, o Senhor da Paz e as minhas Montanhas. Por baixo havia a entrada para a corte. Essa árvore e os bancos não existiam e o Poulo de Eixão onde jogávamos a bola e fazíamos outras brincdeiras era puro e sem intervenção humana como hoje.
Aqui mora o Senhor da Paz
O muro de então era apenas a parte velha da esquerda. A parte direita já é uma modernice. Ali, no muro velho, frente ao Senhor da Paz, tínhamos um pau que colocávamos sobre o muro, onde fazíamos o nosso Balancé e onde um companheiro nosso ia morrendo, mas o Senhor da Paz não o permitiu. (Olá Pequeno!).




Sinto o cheiro do frio e do calor agreste, destas regiões.
ResponderEliminarPois é mais uma vez os fogos! vão queimando tudo, os proprietários não limpam, mas será só culpa dos proprietários idosos, muitas com reformas pequenas, será que as Câmaras também não deviam ter uma palavra neste assunto, para que não se repita todos os anos os fogos.
Parece um Presépio este lugar é muito bonito Adrão .
Um dia se for para esses lados vou tentar conhecer este lugar que despertou a minha curiosidade, Obrigada por partilhares ele connosco.
O Charly como a dona dele está de férias, está aqui com avó humana, a tomar conta dele manda um miau ao Quicas .
Beijinhos par toda a família
Aldora
Que encanto de terra e que encanto de escola apesar de todas as modificações que lhe fizeram. Acontece-me às vezes ficar arrependida de ir visitar lugares onde fui feliz mas que modificaram entretanto. Prefiro ficar com a recordação.
ResponderEliminarQue terra! E ainda há quem ache a grande cidade mais bela. Pura ilusão.
ResponderEliminarAbraço
Eu que por hábito escrevo muito, não tenho palavras perante este blogue interessantíssimo e estas espectaculares fotografias, duma beleza impressionante. Para visitar e apreciar sempre. Jofre Alves
ResponderEliminarComo está Adrão com estes fogos todos fico com pena se um lugar mágico desaparece com tanto fogo.
ResponderEliminarFico aguardar mais noticias de Adrão .
Beijinhos
Aldora