segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O Último Sorriso

Adeus, tia Maria.

O sorriso que não voltarei a ver

Deixo aqui o meu adeus a  uma das pessoas que acompanhou as minhas primeiras passadas!

Deixo aqui o meu adeus a um dos últimos sorrisos que nunca mais me esqueceu.

Deixo aqui o meu adeus, a uma das pessoas que guardou o meu primeiro segredo. O meu bater de asas para o mundo! Foi ela e sua mãe (que sorrisos tão parecidos!) que guardaram a minha mala de cartão.

Sei que dizia que ainda me queria ver mais uma vez, antes de ...

Mas ... o Senhor da Esfera não o permitiu.

Adrão morre aos bocadinhos! E eu morro amortalhado pelas saudades!

O nosso último piquenique

Adeus tia Maria. Até qualquer dia.

6 comentários:

  1. Também nós morremos um pouco quando vemos desaparecer alguém que nos é caro. A verdade é que com o desaparecimento destas pessoas perdemos a nossa memória colectiva e passamos a ser uns estranhos na nossa própria terra.
    Mas contra isto, nada a fazer amigo. É a lei da vida.
    Os meus sentidos pêsames à família.

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  2. Cada vez que alguém nos morre, um pouco de nós murcha, nas aldeias significa também a perda dum memória colectiva e ancestral de tempos passados. Passei para ver e apreciar o blogue, uma excelente página que se visita com carinho pela sua qualidade. Boa semana.

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  3. Passei para ver e apreciar o blogue e desejar boa semana.

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  4. foi meramente por acaso que aqui vim parar. É uma tentação deixar aqui uma mensagem pois adrão é uma terra que me deixa das mais felizes recordações: lembro de umas férias ai passadas na casa abrigo da floresta que aí existe recordo uma longa conversa à luz das estrelas de uma noite de luar no mês de Julho de 1988 em que envolvidas pelo silêncio da noite nos sentia-mos em perfeita comunhão com a natureza. Recordo uma manhã em que acordei ao som das campainhas das cabras e das ovelhas que manhãzinha partiam para o pasto foi um deslumbramento !!! Lembrei-me do livro de Victor Hugo Letres de mon molin " .Em Adrão vivi uma outra experiência que não quero partilhar mas que me tornou a mulher mais feliz do mundo

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  5. realmente é uma aldeia bonita pela sua beleza que nos recebe a chegada e pela sua paz.parece um mundo a parte faz nos recordar bons velhos tempos mas que hoje só é possivel encontrar em algumas aldeias do interior do país. não sou de lá mas conheço realmente bem durante algum tempo ia ai todos os meses foi pena deixar de ir mas um dia
    heide voltar a para comtemplar a beleza dessas terras. abraço

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