Há coisas que não devemos deixar morrer! Não sou tipo de feiras, passo-me nas feiras!
Vamos semear
Por isso, quando meto feiras, devo acertar pouco. Será por isso que nunca encontrei feijocas, feijão-de-sete-anos, feijão-de-espanha ... etç? Não gosto e pronto! Normalmente quem gosta de feiras, salvo as devidas excepções não gosta de caminhar nos cabeços das serras só ou acompanhado. Por lá nunca tem muita gente. Eu, como não gosto que me pisem os calos, prefiro arrebentar botas na Pedrada.
Representadps, ainda verdes
Se há coisas que me agradam na nossa culinária, é este feijão grande, os bacãos (ou bacons), feijão-de-sete-anos, feijão-da-espanha, feijão-trepador, feijão-flor, feijoeiro-escarlate, feijoca e sei lá os mais nomes que lhe chamarão pelas extensões que Portugal deixou pelo mundo.
Olhem como é linda esta ilustração. O feijão em cima, à direita, parece um feijoeiro que dá pneus. Chega a atingir 4 metros de altura
Eu gosto de todos os feijões mas a feijoca é para mim muito especial desde pequenino. Quando a minha mãe me dizia: «Luiz, vais buscar o bacons à horta», eu ficava todo contente porque era uma coisa que eu gostava. Para mim era uma verdadeira especialidade qualquer que fosse o modo de apresentação no prato mas, quando era no cozido à portuguesa que a minha mãe e a minha tia Joaquina faziam, era ouro sobre azul.
Há dias, calhou em conversa falar nas feijocas a uma vizinha e ela, na feira de Almoçageme, na zona de Colares, viu feijões grandes e pensou que seriam os feijões de que eu lhe tinha falado. Comprou um quilo deles e ofereceu-mos.
Por isso, como não havia fotos condignas na Net, pedi, no Facebook, se me arranjavam uma foto como as feijocas de Adrão e um amigo de Vilar de Suente enviou-me a dita foto, em baixo. Claro que há várias espécies de feijocas, umas maiores, outras mais pequenas, brancas, pretas e essas maiores na foto, tal como eu as conheci.
O feijão-da-espanha ou feijocas (Phaseolus coccineus - 70 espécies), na imagem, são as nossas feijocas e são tão saborosas que eu nunca as esqueci. Como há quem não os conheça, resolvi falar neles não me esquecendo de agradecer a foto ao meu amigo Manuel Fidalgo de Vilar de Suente. Agora a foto é outra, porque todas as fotos que faziam parte deste post desapareceram





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